BRASIL

Receita Federal diz que João Santana omitiu empresas no exterior



A Lava Jato investiga mudanças feitas no Imposto de Renda de João Santana, marqueteiro do PT preso na 23ª fase da operação. Em 2015, conforme as apurações, ele retificou as declarações dos cinco anos anteriores.

Segundo a Receita Federal, João Santana e a mulher, Monica Moura, haviam omitido para a nas declarações anteriores a participação em quatro empresas no exterior – uma na Argentina, uma em El Salvador, uma na República Dominicana e outra no Panamá. O relatório foi enviado para a Polícia Federal e embasou o pedido de prisão do casal.

Os investigadores afirmam, porém, que João Santana e Monica Moura continuam mantendo uma empresa secreta no exterior, a Shellbill Finance. A PF sustenta que essa empresa recebeu US$ 7,5 milhões provenientes de propina desviada da Petrobras e serviu para quitar serviços realizados pelo publicitário ao PT.

As informações têm como base dados enviados por um banco nos Estados Unidos em um acordo de cooperação internacional, e ajudaram a PF a montar uma planilha.

Segundo os dados, do total de dinheiro recebido pela empresa, US$ 3,5 milhões foram pagos por meio de duas contas controladas pela Odebrecht, apontam as investigações. Foram quatro depósitos: um em abril e outro em julho de 2012, e mais dois pagamentos em março de 2013.

O pagamento de julho de2012, de US$ 1 milhão, foi feito dentro do período eleitoral para escolha de prefeitos e vereadores. Na ocasião, Santana foi responsável pela campanha que elegeu o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Também consta na planilha elaborada pela PF outros US$ 4,5 milhões, divididos em nove pagamentos de US$ 500 mil, que foram encaminhados por meio de offshore controladas por Zwi Skornicki, apontado como operador de propina no esquema da Petrobras.

Deste total, US$ 1,5 milhão, dividido em três depósitos, foram feitos dento do período de campanha para presidente da República e governadores em 2014. João Santana foi o responsável pelo marketing da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

No Brasil, João Santana declarou ter recebido R$ 65 milhões do comitê de campanha da então candidata à reeleição. Sobre os pagamentos no Brasil, os investigadores afirmam que não há indícios de ilegalidades.

Autor: Redação Ferreguion

Tecnologia do Blogger.