MUNDO

Estado Islâmico usa famílias como escudo humano para evitar perda de território



A coordenadora da missão da Organização das Nações Unidas no Iraque, Lise Grande, denunciou que o grupo extremista Estado Islâmico está usando crianças e famílias inteiras como escudos humanos e soldados em confrontos na cidade de Faluja, que o exército iraquiano tenta recuperar do grupo terrorista.

"A situação representa um risco gravíssimo para a população local. Temos notícias de que  cerca de 50 mil civis estão bloqueados dentro da cidade", estimou Lise.

Segundo ela, a prática não é inédita entre os jihadistas, mas é ainda mais preocupante em um momento em que o EI se encontra fragilizado com seguidas perdas de territórios para as autoridades.

O alerta foi reforçado pela Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância – nesta quarta-feira (1º). Segundo a organização, cerca de 20 mil crianças estão presas em Faluja, cidade que está sob domínio dos extremistas há mais de dois anos.

As forças militares do Iraque entraram na cidade na manhã de segunda-feira (30) para tentar reconquistar o território. Os soldados só conseguiram ter acesso ao local depois de uma semana de confrontos violentos no território, localizado na província de al-Anbar, a cerca de 70 quilômetros da capital iraquiana, Bagdá.

Autor: Redação Ferreguion

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