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Senado aprova impeachment, Dilma perde mandato e Temer assume Presidência



O Senado Federal aprovou por ampla maioria o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff. A votação em plenário, realizada no início da tarde desta quarta-feira (31), após uma semana de sessões do julgamento final, teve 61 votos a favor da saída da petista do Poder e apenas 20 contra.

Com o impeachment confirmado, Dilma deixa por definitivo a Presidência da República e vê encerrado um período de 13 anos em que o Partido dos Trabalhadores ficou no Poder Executivo. A petista, no entanto, conseguiu que seus aliados revertessem a perda de seus direitos políticos por oito anos, o que a tornaria inelegível a qualquer cargo público, por 42 votos contrários a 36 favoráveis.
A decisão leva o vice da petista, Michel Temer, a assumir por definitivo o comando do Palácio do Planalto até o fim do mandato para o qual sua chapa foi eleita dois anos atrás, em 2018. A posse oficial foi marcada para ser realizada no Senado a partir das 16h.

O encerramento do processo nesta quarta-feira foi uma grande vitória para Temer, já que era ele o maior interessado para que o julgamento acabasse rapidamente – uma vez que, apesar das investidas do PT, o resultado final claramente não tinha como ser mudado em apenas sete dias, após quase um ano de disputas políticas para se conquistar adesão ao impedimento no Congresso Nacional.

Um dos principais articuladores do impeachment dentro do PMDB – e até março o maior aliado do Palácio do Planalto sob o Partido dos Trabalhadores –, Temer tinha como grande objetivo viajar já como presidente efetivo à reunião do G-20, que se inicia na China na próxima sexta-feira (2).
Além disso, o fato de as lideranças do Senado e de o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), terem feito manobras para agilizar o julgamento mostrou como a influência do agora presidente efetivo se mantém em alta junto aos parlamentares – diferentemente do que ocorreu com Dilma, que, isolada, acabou vendo o Congresso retirando-a do cargo pouco menos de dois anos após ter sido reeleita ao Palácio do Planalto.

Autor: Redação Ferreguion

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